Tuesday, October 06, 2009

ARTICULAÇÕES - Corps en Temps




É com grande alegria que apresento a vocês nosso projeto Articulações - Corps en Temps:

ARTICULAÇÕES – CORPS EN TEMPS é a realização de um fórum de intercâmbio e formação em artes cênicas no Recife, incluído na programação do Ano da França no Brasil.

A acontecer durante o mês de outubro de 2009, este evento incluirá oficinas de dança, composição, improvisação, teorias do corpo e cenografia, assim como a apresentação pública de uma conferência e um espetáculo.

Articulações propõe relações sociais pelo viés da arte. Surge do desejo e necessidade em conectar o corpo no tempo através do espaço, em plural, integrando pessoas, apesar das distâncias geográficas, econômicas e culturais.

Trata-se de um encontro de mundos, situando em Recife uma experiência de criação e investigação nas artes performativas atuais, na medida em que se envolve com artistas representativos da nova dança francesa.

Um processo de intercâmbio, que aqui apenas se inicia, desejando se multiplicar e vir a gerar novas formas de agir.

Sunday, October 04, 2009

de volta às origens. aqui. em pensamentos vacilantes. é estranho. reconheço o que está a minha volta e reconheço a mim. é estranho. reconheço que já não sou isto. reconheço o que fui e da onde venho. identifico as pessoas e lugares, as tensões e contrações. é estranho. sou daqui e já não sou. fui embora sem sair e voltei sem chegar. estranhíssimo. os lugares comuns, a propriedade privada, a naturalidade do inaceitável. estou vivo, vejo as diferenças entre o outro e eu, entre eu e eu mesmo, entre o outro do outro do outro. reviro as situações, encontro o extra no ordinário. sinto falta. e tanto desejo, e tanta ausência. na batalha entre o possível e o impossível. lutando contra a violência. e vejo a morte, as mortes, insignificantes. e a pobreza e a miséria, de espírito, da vontade, do ser. vejo o tempo agindo, destruindo o futuro. mas não, é mais difícil construir, resistir, vencendo. nascer e ser, adiante, tudo o que foi e que será.

Friday, September 25, 2009

o outro do outro

Aviso aos interessados: durante a pesquisa que estou realizando para o Rumos Itaú Cultural Dança, estarei mantendo um outro blog: www.outrodoutro.wordpress.com, fiquem à vontade para aparecer e acompanhar esta trajetória, os comentários serão muito bem vindos.

Apesar disto, o Dancer au danger não está acabando, trata-se apenas de uma distinção. No outro blog vocês encontrarão posts relacionados a pesquisa, enquanto que aqui vocês vão continuar encontrando coisas sem nexo aparente, imagens soltas, pensamentos descabidos e coisa que o valha.

Tuesday, September 15, 2009




kristian mendoza
INDIVÍDUO = POTÊNCIA PARA AFETAR E SER AFETADO.

Monday, September 07, 2009

Indepêndencia?


" A tentativa de implantação da cultura européia em extenso território, dotado de condições naturais, se não adversas, largamente estranhas à sua tradição milenar, é, nas origens da sociedade brasileira, o fato dominante e mais rico em consequências. Trazendo de países distantes nossas formas de convívio, nossas instituições, nossas idéias, e timbrando em manter tudo isso em ambiente muitas vezes desfavorável e hostil, somos ainda hoje uns desterrados em nossa terra."

Raízes do Brasil, Sérgio Buarque de Holanda
foto de Pierre Verger, Recife, 1947.

Friday, August 14, 2009




É com prazer que anuncio que o meu projeto "O outro do outro" foi selecionado pelo Itaú Rumos Dança 2009-2010. Agora é "mãos a obra"!

Sunday, August 09, 2009

Camouflage




Liu Bolin

Monday, August 03, 2009

Caminhão, bazuca, pudim de leite, inverno, fotografia, osso, dinossauro, palito de dente, nunca, cerveja, diamante, sombra, vulcão, melodia, epopéia, trilogia, decálogo, monstro, caminho, xoxota, chuva, dinheiro, telefone, mesa, sofá, cadeira, geladeira, árvore, floresta, quase, pulmão, tripa, cabeça, yeah! Nuvem, guerra, felicidade, pau, esgoto, maracanã, muralha da China, Chernobyl, eternidade, xícara, sapato, espírito, oxigênio, hipopotomonstrosesquipedaliofobia, sabonete, shampoo, letra, fumaça, outro, inferno, olho, amarelo, subdesenvolvimento, vidro, relâmpago, trovão, elefante, girafa, baleia, D.N.A, deus, criança, propriedade, medo, big bang, abraço, dúvida, vértice, sorriso, brilho, urgência, tiroteio, barco, anonimato, viscosidade, pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiótico, deslize, café, livro, sangue, notícias.

Algumas das coisas que cabem na minha boca e desaparecem na minha língua.

Learn to Speak Body: Tape 5

Friday, July 31, 2009

Começo.

Meio.

Fim.

Começo, meio, fim.

fim. Começo, meio,

meio, fim. Começo,

começo meio fim.

.começo meio fim

.começomeiofim.

.cmçmfm.
.oeoeioi.
.cimoçi.meoe.fom.
.fom.cimoçi.meoe.
.meoe.fom.cimoçi.
....
...
..
.

m.

im.

fim.

, fim.

meio, fim.

, meio, fim.

Começo, meio, fim.

meio

Sunday, July 05, 2009







Monday, June 15, 2009

Azul como uma Laranja (2009) - Intro

Tuesday, May 19, 2009

Rodolfo Mesquita




fotografias de Francisco Baccaro

Saturday, May 16, 2009

Quero descobrir o mundo. Abrir a pele da terra, escavar o que há lá dentro. Reconhecer tudo o que está profundamente fora. Desnudar o espaço. Ver este corpo, alheio e tão próximo. O corpo do outro, o outro do corpo. O outro do outro de mim nunca mesmo. Por tanto e tão pouco. Para isto ou aquilo. Através dos metros e kilo-metros, das gramas e centi-gramas, dos segundos e dos milésimos. Através do real-hiper-tudo. Do super-quase-nada. Do meta-outrora-devenir. Quero ser guerreiro- aviador-curandeiro-fotógrafo-cartomante-dançarino-amador-atleta-afetivo-puta-mestre-encantador de bússolas. Quero ser sem precisar. Sou. Quero morder o planeta. Penetrá-lo. Sinto o magma húmido do centro. Ouço os murmúrios do apocalipse, do antes deslizando pra frente. Para sempre. Toda descoberta tem muito de invenção. Vejo, com a boca. Toco com os olhos. Está aí. É isto. Sou eu e é você. E não tem nada a ver conosco. Sim, está em nós. Todos os que restam. No one. Mas aqui estamos, criando janelas e arrombando portas. Somos o que somos. De verbo em carne e de osso em língua.

Friday, May 15, 2009

Itaca part 1. Dir. Paulo Milhomens and Joao Lima. from joao lima on Vimeo.

Itaca part 2. Dir. Paulo Milhomens and Joao Lima from joao lima on Vimeo.

Thursday, April 16, 2009


José de Ribera, 1631

Thursday, April 09, 2009

a descoberta do fogo e a criação da roda

“Tecnología: es el conjunto de habilidades que permiten construir objetos y máquinas para adaptar el medio y satisfacer nuestras necesidades.”

Nestes últimos dois dias participei na gravação de um anúncio de televisão para uma loja de informática. Foi um trabalho intenso, durante mais de 23 horas ensaiamos, gravamos, esperamos, maquiamos, escutamos instruções, esperamos, esperamos, gravamos, ensaiamos, esperamos, comemos, esperamos e esperamos.

A equipe era composta por (pelo menos) 70 pessoas. Isto mesmo, uma verdadeira superprodução. Através de uma estrutura hierárquica super definida, tudo funcionou a mais milimétrica perfeição. Foi incrível. Éramos 20 atores, 4 técnicos de luz, 5 de som, 3 maquiadores, 3 figurinistas, 12 cenógrafos, fotógrafos, umas 10 pessoas com as câmeras, diretor, assistente de direção, eletricistas, produtores, assistentes de produção, estagiários, a equipe responsável pela comida, 3 bombeiros (?), as pessoas da limpeza, etc e etc, todos dando o seu melhor.
Tamanha quantidade de gente manuseando uma tamanha quantidade de materiais técnicos. A tecnologia utilizada ali era de ponta: câmeras super-ultra-high-tech, gruas enormes, monitores, aparelhos de explosão, luzes, computadores... Tecnologia desenvolvida através da história da humanidade desde a descoberta do fogo passando pela invenção da roda até chegar naquele estúdio ali. E ali estávamos todos buscando dar o melhor, quem sabe até atingir a perfeição. A máxima eficácia.
E tudo isto para que? Para vender produtos de informática. Produtos como este que eu e você estamos usando agora. Tecnologia para desenvolver tecnologia para desenvolver tecnologia, para que?

Para vender.

Mas não me engano, “no soy tonto”, nada contra o comércio, mas ali, metido naquele circo, eu não conseguia evitar pensar, nem por um segundo, que se todo aquele enorme esforço, toda aquela incrível concentração, toda aquela brilhante tecnologia, todo aquele fascinante know-how, toda aquela imensa mão de obra, toda aquela emocionante capacidade de mobilização fossem utilizados para questões minimamente mais urgentes, não sei, talvez questões tão simples quanto resolver à fome, ou buscar a cura para doenças terríveis, ou até tentar solucionar o problema da violência em países de terceiro mundo, quem sabe, se através de um engajamento tão intenso e resoluto conseguiríamos algumas respostas práticas para problemas reais.

Digo “problemas reais” porque é bom saber discernir as coisas. A publicidade, o motor que move este circo, é uma verdadeira máquina de inventar problemas fictícios. Tal como o destes dois dias. Toda esta parafernália que mencionei estava unida para resolver um problema urgente, com um claro objetivo a ser atingido no final. Este problema era um só: o de produzir uma imagem potente, capaz de seduzir o consumidor e convencê-lo de que ele “necessita” aquilo tudo. Convencê-lo de que ele é incapaz de viver sem aquele produto. Convencê-lo de que sua alegria, sua sobrevivência, sua participação no mundo depende daquilo. E não nos enganemos, a publicidade NÃO é o motor que move este circo, a publicidade é uma ferramenta. Uma técnica, tecnologia por tanto. O motor era o dinheiro, dinheiro querendo mais dinheiro para ter mais dinheiro.

E volto aos “problemas reais”, talvez porque gostaria de acreditar que “no soy tonto”. É fato que as grandes invenções humanas, o dito progresso, passa pelo investimento e desenvolvimento de práticas “inúteis”. Caso acreditássemos que o que é inútil fosse de fato desnecessário, nós homens, nunca teríamos chegado a desenvolver o telefone, ou o avião, o microondas, os computadores, passeado na lua, desenvolvido a culinária, e toda a história da arte não teria existido. Seríamos primitivos. Pois é, se fossemos incapazes de investir no supérfluo, não passaríamos de meros autômatos. Como já disse algum poeta ou filósofo (estas duas brilhantes ocupações inúteis): “a melhor forma de transformar o homem em objeto é dar-lhe apenas o que ele necessita”. Bom, pode ser que a citação não esteja exata, mas é o que o filtro da memória me permite recordar. E assim, lembro que neste mundo da eficácia em que vivemos, um grande poder subversivo da Arte (e talvez das ciências) é justamente o de desenvolver tarefas inúteis. Criar pontes invisíveis, suspender o tempo, lembrar ao homem que ele é capaz de sentir dor e alegria. E se tempo é dinheiro, por que não ganhar tempo?

Mas voltando as questões “minimamente mais urgentes”: seria possível um engajamento coletivo tão determinado a resolver estes problemas? Como funcionaria? Quem organizaria este mutirão? Quem financiaria? E para que? A quem interessaria “resolver estes problemas minimamente mais urgentes”?

Estas interrogações apenas me levam a pensar que talvez nos falte tecnologia, know how, eficácia. Ou não, talvez tenhamos as ferramentas, talvez nos falte apenas encontrar a utilidade. Ou não, pode ser que nos falte tempo para podermos ser inúteis eficazes. Ou não, talvez nos falte encontrar a grande tecnologia, o verdadeiro saber, a máxima eficácia: descobrir o centro da questão.

*em tempo, "no soy tonto" é o slogan desta empresa de informática.

Sunday, April 05, 2009



vou levar a Laika para passear.

Wednesday, April 01, 2009

Network - Mad as Hell Scene

Tuesday, March 31, 2009




Keith Peters

Friday, March 27, 2009

Neste instante estou diante de ti.
Não era neste instante, não estava diante de ti.
Neste instante estás diante de mim.
Um diante do outro.
Nós, outros.
Face a face.
Estamos.
Eu sou você agora você sou eu.
Sim, sou você e sou eu.
Não, é você e sou eu.
Somos diferenças e unidades.
Algo que será a partir do nada.
Aparece no mundo, o rosto do outro.
Já não tenho máscara.
Olhando ao fora que é dentro, sou simultâneo.
Arranquei a tua cara.
Sem rosto vejo dentro de ti.
És o outro do outro, antes e mais além.
Ali, um ponto, todos os pontos.
Teu início e meu fim em seu começo.

Wednesday, March 25, 2009

Monday, March 23, 2009

Gary Hill Video art

Tuesday, March 03, 2009


aí estaremos!

Monday, March 02, 2009

experience is the new reality

Tuesday, February 24, 2009


Azul como uma laranja
de Cecilia Colacrai y João Costa Lima

Nombramos las cosas en un intento de re-inventar el mundo a partir de sus nombres.
Como si cada cosa existiera a través de su definición.
Toda descripción es una sugestión en potencia.
El lenguaje revela formas a través de límites, recortes que clasifican y definen las materias.
Las im-posibilidades del lenguaje nos invitan a reflexionar sobre otras existencias.
Así, nos lanzamos a componer una trayectoria para cada cosa.
Un antes y un después, un contexto donde el objeto en cuestión podría habitar, existir.
A partir del punto mínimo construimos sus probabilidades. Punto por punto.
Y de probable en probable alcanzamos posibles, equilibrándonos entre la ficción y en lo que insistimos en llamar realidad.

Ficha artística
Dirección e interpretación: Cecilia Colacrai y João Costa Lima
Música original: Miguel Marín
Diseño de luces: Xavier Muñoz
Técnico de luz y sonido: Pablo (Mo) Ramirez
Realización audiovisual: Anna Brufau
Diseño gráfico y fotografía: Débora Tenenbaum

Residencia artística y técnica : La Caldera 2008/2009.

Agradecimientos: La Caldera, Alexis Eupierre, Cia. Lapsus, Cristina Campillá, Gustavo Lesgart, Marina Frigerio, Núria Bernaus, Sara Reig.

Sábado 28 febrero 2009
22 horas
6 €

Ateneu Popular de Nou Barris
c/ Portlligat 11-15
08042 Barcelona
T (+34) 933 539 516
L4 Trinitat Nova L3 Roquettes

Como llegar. Mirar on som: www.ateneu9b.net

a sua avó e amiguinhos, num carnaval nao muito distante.

Monday, February 23, 2009

minha fantasia neste carnaval

Friday, February 20, 2009

Desde aquele ponto.
Este daqui.
Aparente na sua insignificância.
Uma marca indelével, um ponto.
Espelho de lugar nenhum.
Aqui, deserto entre o que foi e o que será.
Deserto possível em relaçao a si.
Através e apenas.
Ponto de todos os pontos.
Explosao de violência inédita no espaço.
Incerta e precisa.

.

Neste inconcebível universo.
Aqui é possível.
Agora sim, nao?

Sunday, February 08, 2009


"no se tome la vida demasiado en serio; nunca saldrá usted vivo de ella"

colour changing card trick

Wednesday, February 04, 2009




kenneth joseph

Wednesday, January 28, 2009

Garrafa de Klein


a Garrafa de Klein é uma superfície fechada sem margens e nao orientável, isto é, uma superfície onde nao é possível definir um "interior" e um "exterior".

o nome desta superfície, "garrafa de Klein", provém de um erro de traduçao da expressao alema Kleinsche Fläche ("superfície de Klein"). Houve uma confusao entre Fläche (superfície) e Flasche (garrafa). A partir daí, o termo equivocado se impôs, inclusive em alemao, onde hoje se utiliza o termo Kleinsche Flasche (garrafa de Klein).
É evidente que esta superfície lembra bastante uma garrafa.

a Garrafa de Klein é uma superfície impossível de ser representada em três dimensoes, uma vez que para isto seria preciso que ela se atravessasse. No entanto, num espaço de quatro dimensoes tal tarefa seria possível.

Sunday, January 25, 2009

In My Language

Assista até o fim.

Saturday, January 24, 2009

Procrastination

Thursday, January 15, 2009


e aqui uma esclarecedora entrevista com Ilan Pape, historiador isralense, que explica o processo de fundaçao do Estado de Israel, suas estratégias e consequências históricas até os dias de hoje.

Gravada em 19/05/08, trata-se de um depoimento de 23 minutos assustadoramente atual.

Saturday, January 10, 2009

encontramos no Biscoito Fino e a Massa uma excelente cobertura sobre o massacre em Gaza.
"L`emancipation, elle, commence quand on remet en question l´opposition entre regarder et agir, quand on comprend que les évidences qui struturent ainsi les rapports du dire, du voir et du faire appartienent elles-mêmes à la structure de la domination et de la sujétion. Elle commence quand on comprend que regarder est aussi une action qui confirme ou transforme cette distribuition des positions. Le spectateur aussi agit, comme l´élève ou le savant. Il observe, il sélectionne, il compare, il interprète. Il lie ce qu´il voit à bien d`autres choses qu´il a vues sur d´autres scènes, en d´autres sortes de lieux. Il compose son propre poème avec les éléments du poème en face de lui (...)"

Tuesday, January 06, 2009

i want to be your hero!



Monday, January 05, 2009

Sem querer parecer desesperado, confesso que acredito. E quero.

Wednesday, December 31, 2008


e se nao houvesse princípio?

Saturday, December 27, 2008


você se sente mais homem quando compra cerveja?
você se sente inútil quando compra comida em lata?
serei mais inteligente do que meu pai?
a inteligência se desenvolve?
Se mede?
serve pra alguma coisa?
por que nao me lembro do dia em que nasci?
por que é mais fácil esquecer algumas coisas e outras nao?
será que mudarei o mundo?
isso tem alguma importância?
por que algumas coisas me fazem chorar e outras nao?
o que aconteceria se eu decidisse agora mudar de vida?
o que me faria querer mudar de vida?
tem alguem me olhando?
o que pensam de mim?
quem sao estas pessoas?
você suspeita das pessoas que medem a tua altura?
o que você pensa quando o garçom traz a tua comida?
você se acha superior a alguem?
o que te faz ser simpático?
Você se sente ameaçado?
”como” é diferente de “por que”?
mais uma cerveja?
falta sal?
será que a minha dieta é saudável?
a forma como me visto tem alguma importância?
o que te faz saber que é hora de se barbear?
o que você pensa enquanto se barbeia?
o que você pensa enquanto corta as unhas?
E quando caga?
quando você amarra seus sapatos você pensa em como eles foram feitos?
voce esquece dos travesseiros quando faz amor?
o que você pensa quando compra preservativos?
voce compra preservativos?
e se faltasse luz agora?
e se acontecesse um incêndio agora?
será que um dia encontrarei alguma resposta?
eu seria diferente se tivesse outro nome?
o que me dá tanta certeza de que amanha é terça feira?
chegarei atrasado?
Morrerei cedo?
Como morrerei?

isto tudo tem alguma importância?

Friday, December 26, 2008

boas festas!



Monday, December 15, 2008


Amanhã (terça, 16 de dezembro), a partir das 19h,
no Museu Murillo La Greca:

exposição Encarar-se | Fernando Peres e Rodolfo Mesquita, com curadoria de Clarissa Diniz;

Wednesday, December 10, 2008

"Voir, c´est entrer dans un univers d´êtres qui se montrent, et ils ne se montreraient pas s´ils ne pouvaient être cachés les uns derrière les autres ou derrière moi. En d´autres termes: regarder un objet, c´est venir l´habiter et de là saisir toutes choses selon la face qu´elles tournent vers lui. Mais, dans la mesure où je les vois elles aussi, elles restent des demeures ouvertes à mon regard, et, situé virtuellement en elles, j´aperçois déjà sous différents angles l´objet central de ma vision actuelle: ainsi chaque objet est le mirroir de tous les autres".

marleau-ponty

los idiotas vencerán



Friday, December 05, 2008

estréia hoje

Estimada Ventafocs!

Coreografia,direçao e interpretaçao_Olga Alvarez
Assistência de direçao_Joao Costa Lima
Vídeo_Jordi Cabestany
Música_Fernando Ayesa
Iluminaçao_Jordi Llongueras
Figurinos_Blanc.a
Produçao_Cia.Lataimada

Sexta 21hs e sábado às 20hs
Teatre Cal Bolet

Jan Svankmajer - tma/svetlo/tma (Darkness/Light/Darkness)

Wednesday, December 03, 2008


Urs Fischer.

Thursday, November 27, 2008


Work in progress de Cecilia Colacrai e Joao Costa Lima
28.11.08 às 19h
La caldera

Thursday, November 13, 2008


Se existe um mundo, tudo está em tudo. E tudo é um exagero. Se tenho dois olhos, impossível não ver um mundo duplicado mundo duplicado. Se existe um mundo, ele desdobra-se. Ele é acontecendo, avançando para trás e recuando para frente. Por entre as brechas. Inconfundível tanto quanto indefinível. Incontrável tanto quanto possível. Aqui falta algo que. Nossos corpos exalam calor, chovendo por dentro. Começando sempre, sempre, sempre. De um gesto a outro. De olhares e traduções. Ver e agir, atento ao que se vê e ao que virá. Constelações abertas. A consciência em nascimento de percepções em nascimento de consciências. A ilusão da ilusão. Algo entre máquinas e animais, método do mais puro acaso. A razão encontrada no silêncio. Falar para calar, não mais.

Thursday, November 06, 2008

Poesia e Selvajaria de Vera Mantero

Poesia e Selvajaria de Vera Mantero

Wednesday, November 05, 2008

obamania

"That's one small step for a man, a giant leap for mankind."

Thursday, October 23, 2008

Monday, October 20, 2008

Despropósitos sem crítica


Chamou-me a atenção ao ler o El País do dia 17/10/08, encontrar a crítica de dança escrita pelo Sr. Roger Salas intitulada Despropósitos sin baile a respeito da obra “Pitié!” dirida pelo coreógrafo belga Alain Platel.

Por não haver visto a obra referida não me parece adequado contrapor pontos de vista sobre ela. Assim como não tenho nenhum interesse em defender as opções estéticas do coreógrafo belga (rebatidas com tamanho furor e desmedida agressividade pelo crítico deste jornal). Venho apenas questionar os valores e “despropósitos” desta crítica, uma vez que o texto publicado neste jornal peca pela falta de rigor, parâmetros de análise e um excessivo julgamento de valor.

Em contato com afirmações tão pejorativas quanto absolutas, torna-se evidente que o Sr. Roger Salas encontrou nesta obra aquilo que ele define como “no hacer nada bien”. Ao que pode-se deduzir que para o crítico referido deve existir “una forma de hacerlo bien”, levando nos a refletir sobre a existência de padrões supremos de legitimação social da arte.

Ao que parece, para o Sr. Crítico existem regras para o fazer artístico, cânones que ele não nos permite o conhecimento, transparecendo uma visão autoritária, extremamente subjetiva, até mesmo reacionária. Ao refletir sobre o título da sua crítica, inversamente, procuro entender o que significariam “despropósitos con baile”, ou “propósitos con baile”. E inevitávelmente pergunto: quais seriam os “propósitos de un baile”, Sr. Crítico?

No caso de existirem regras em arte, elas são muitas, tantas quantos são seus processos e resultados. Tentativas de definir o fazer artístico nunca foram suficientes, correndo sempre o risco de serem redutoras. No entanto, “As Normas do Gosto” (como já esclareceu David Hume, 1757), “servem ao propósito de constituir o espaço público da civilidade burguesa através de meios de legitimação”, trata-se, por tanto, de uma questão de poder. Encontrada no meio de comunicação social “El País”, me pergunto a que propósito esta crítica corresponde.

Em suas palavras: “Uno de los grandes dramas de la danza contemporánea es la nociva creencia de que este género es- por libre- un cajón de sastre donde cabe todo, y que, por ende, el público debe tragarse imperturbable lo que le hechen. Pues no.”, ao que não evito perguntar: em que lugar o Sr. Crítico situa a dança contemporânea?

Ao idealizar uma única forma de dança, todas as outras se transformam em negações da ideal, adjetivadas aqui com “despropositadas”, suas falhas recaem no simples fato de não atenderem aos mesmos propósitos da forma idealizada. E ao exigir uma danza ideal pura, o Sr. Roger Salas ignora o desenvolvimento e cruzamento das histórias da arte, das ciências cognitivas, da filosofia contemporânea, para não dizer das culturas. À sua exigência de uma regra afirmo que arte é exceção.

É sabido que a prática analítica requer conhecimento e observação da matéria analisada. Ao que para exercer uma análise precisa é necessário ir ao encontro a seu objeto, observá-lo como ele se apresenta, minuciosamente, não como se gostaria que fosse, evitando assim, expectativas e julgamentos que apenas produzem a cegueira crítica. Embora seja preciso reconhecer que “los límites de mi lenguaje significan los límites de mi mundo”, como bem explica Wittgenstein. Pensamento este que parece esclarecer a reacção cerrada do Sr. Crítico.

Longe de expor reflexões a cerca da prática artística contemporânea, o dito “ensaio crítico” se revela um discorrer dos valores pessoais do Sr. Roger Salas adjetivados sobre a profissão e o fazer artísticos. Valores estes que nada me interessam.

Peço portanto à Edição do jornal El País mais cuidado com as opiniões divulgadas.

Atenciosamente,

João Costa Lima

* À propósito: será que o propósito de um baile não seria ele mesmo?

Saturday, October 18, 2008

Aqui minha resposta ao texto/manifesto do Pedro Cardoso:

"Caro Pedro Cardoso,

Seu texto é interessante e pode provocar reflexões pertinentes ao momento atual, mas faço as minhas ressalvas:

1.Generalizar o problema da pornografia a todo ato de nudez me parece danoso, demasiado cristão e fechado quanto ao pensamento sobre o corpo e suas possibilidades ético-estéticas. Sugiro que você faça distinções mais rigorosas sobre o que seria a pornografia e a nudez “artística”, sabendo que a dimensão voyeuristica é inata ao homem.

2. Afirmar que arte não deve produzir sensações mas sim pensamentos é (no mínimo) uma enorme bobagem. Uma vez que vc valoriza o pensamento em detrimento da experiência sensorial. O que é pena e leviano: sabemos que a sensação vive no pensamento e vice-versa. Vindo de um artista da cena, suas afirmações me parecem ainda mais infelizes.

3. Em seus argumentos o Sr. me sugere ter medo do Corpo, como se este guardasse algo que precisa ser escondido. Pois afirmo que é verdade que a dimensão "demoníaca" existe "encarnada" em nós, e (felizmente) é através dela que gozamos da imanência na pele. Trata-se de uma questão de naturalidade em relação à nossos corpos (o que somos feitos). É fato que as crianças andam nuas e não se assustam tão facilmente quando vêem corpos nús. Tudo depende da educação e de interesses, seja na utilização da nudez seja na sua observação. Acho mais é que os artistas deviam cair na dança, "descobrindo" visões sobre nossos corpos, sem medo.

4.Situar a responsabilidade desta violência ao ofício dos atores nos diretores, produtores e roteiristas nada mais é do que se fazer de vítima, o que não me parece uma posição muito interessante. Ao meu ver os atores e atrizes que jogam este jogo aceitam as suas regras. Pagam o preço da visibilidade e permanência nesta corte mass-mídia. Falar o que você fala desde dentro deste sistema me leva a pensar que você compactua com esta lógica. Lógica esta que não se restringe apenas à utilização ou não de cenas eróticas, trata-se de algo que vem de mais longe e que vai mais além. Atravessa todos os conteúdos presentes na produção destes meios. E são todos políticos, em sua dimensão de discurso hegemônico, carregando interesses e visões de mundo sobre todas as esferas da sociedade.

5. Não posso negar a existência de uma “ditadura da bunda” no Brasil, ironicamente surgimos da nudez desinteressada indígena e hoje chegamos nesta mercância desenfreada do corpo. Isto que valoriza-desvaloriza o que temos de mais essencial: pele, ossos, músculos e nervos. Regida por leis (interesses) de lucro, nossa sociedade se agita sob o signo da exploração (classista, sexista, racista). Estas leis sim é que são pornográficas.

Para concluir, teu texto me parece apontar apenas um sintoma vísivel de toda esta lógica sem nunca atingir seu ponto mais essencial.

Ah, acharia muito mais potente caso vc, no Cinema Odeon, tivesse lido teu texto nú. Despido dos medos de usar seu corpo como manifesto, atravessaria a fronteira entre ficção e realidade mais naturalmente, oferecendo assim uma reveladora ambigüidade. E como diz o Manifesto Antropofágico: “o que atropelava a verdade era a roupa, o impermeável entre o mundo interior e o mundo exterior. A reação contra o homem vestido. O cinema americano informará.

Saudações"

Thursday, October 09, 2008

tecnologia & progresso




desejantes máquinas desejantes

Saturday, September 27, 2008

always cueca-cuela


"La Coca-Cola fue creada en 1885 por John Pemberton en la farmacia Jacobs de la ciudad de Atlanta, Georgia. Con una mezcla de hojas de coca y semillas de cola quiso crear un remedio, que comenzó siendo comercializado como una medicina que alivia el dolor de cabeza y disimula las náuseas, luego fue vendida en su farmacia como un remedio que calmaba la sed, a 5 centavos el vaso. Frank Robinson le puso el nombre de Coca-Cola, y con su caligrafía diseñó el logo actual de la marca. Al hacerse famosa la bebida en 1886 se le ofreció a su creador venderla en todo Estados Unidos. Pemberton aceptó la oferta (vendió la fórmula de su producto en 2300 dólares) y se abrieron varias envasadoras en Estados Unidos. Más tarde un grupo de abogados compraron la empresa e hicieron que Coca-Cola llegue a todo el mundo. Desde ahí la empresa se convirtió en The Coca-Cola Company."
wikipedia

Monday, September 22, 2008

Até nova ordem, novos dias começam, frágeis como todos os precedentes. Este é o lugar de tudo, este é o lugar de nada. Daqui se olha e daqui se vê. Estamos diante de um continuum aberto, para frente. Nosso tempo intermediário é nosso, tão provisório quanto imprevisto. Nossos gestos se inundam em águas, tão transparentes quanto foscas. Somos sujeitos dimensionais. Nossas medidas são inversamente proporcionais aos nossos tamanhos. Perfeitamente indefinidas.Transparentes, existimos e desaparecemos. Aonde queremos ir já estamos. Imóveis, dançando ao esquecimento. Esta única forma de lembrar que temos memórias. Tão insistentes seguimos. Tão insistentes variamos. Mudamos as escalas, as lentes, os limites. Mudamos os nomes, trocamos identidades, vendemos órgãos. Queremos a glória. Queremos o plural. Buscamos a diferença. Somos exceção e nem tanto. Somos exceção e quase. Quase animais e ainda leves. Quase leves e ainda animais. Ainda e sempre e sempre sempre. Ali, o horizonte do horizonte. Jamais alcançaremos. Jamais talvez. Temos limites e não cansamos. Estamos em cena, relacionando relações. Há muito que rasgamos o alto e o baixo. Aqui todas as formas são. As formas e as possibilidades. As possibilidades, impossíveis. Experiências evidentes. Nada evitamos. Não somos mágicos. Nada de carta nas mangas. Apenas e apenas. O fluxo e a experiência. Somos o que somos e ainda não. Ainda não. Não somos trágicos. Tocamos a morte em vida. O outro em um e todos. Ainda falta e assim será. Assim virão os próximos. Alguns. Uma cumplicidade encontrada nos nervos. Isto não passa do princípio do fim no seu final. O começo, é aqui.

Saturday, September 20, 2008

no land´s men

Regresa a España un avión con 101 inmigrantes que Gambia se niega a readmitir.
El Ministerio del Interior tuvo que dar la orden ayer por la noche de regresar a España a un vuelo con 101 inmigrantes gambianos que iban a ser repatriados. A pesar de haber seguido el protocolo habitual, según el Gobierno español, las autoridades del país subsahariano no permitieron desembarcar a los inmigrantes del avión tras aterrizar en el aeropuerto de la capital, Banjul. A medianoche, el avión aterrizó de nuevo en Las Palmas (...)
aqui

Thursday, September 18, 2008

ye ye ye

Jan Pehechan-Ho by Mohammed Rafi

Friday, August 29, 2008

"l'avenir c'est l'autre." e. levinas


demakersvan

Wednesday, August 20, 2008

X + Y = W

my burn is braining!

Friday, August 15, 2008

tu me fai girar

Patty Pravo - La bambola

Monday, July 21, 2008

Sunday, July 13, 2008

Ímpeto, no dicionário nada. Nenhuma busca de sentido satisfeita. As letras que não tem voz. Nada dizem, puro desvairio. Carcaça vazia e nada disto em vão. As águas do mundo e o céu se transforma em terra, em suspensão de dedos, revelando o quanto do ser inteiro se transfigura em metades. Face em ausência de pele. Os nomes dos nomes dos nomes dos nomes. Objetos. No espelho sempre parecem maiores. Corpos em tempos por todos os lados, sem começo nem fim nem começo. Este presente vulnerável. Mas então, articulações. E o mundo lá vai, em dissidanças. Cão desnudo, a coluna inteiramente fragmentada, em ondas desfeitas, inequívocas, de um latido puro, ilogicamente lógico. Animal anônimo, mordido por si, em si, por tudo. Imediato. Deixando pegadas, neste hoje que é dia de outrora.

Sunday, July 06, 2008

enjoy temptation


supernatural

Sunday, June 29, 2008

change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes changes change changes change changes change changes change changes

Friday, June 27, 2008

Friday, June 20, 2008

poema em braile

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"el firmamento está lleno de seres desnudos que van volando por los aires. seres humanos, hombres desnudos, mujeres desnudas, que van volando y provocan tormentas y nevadas. ¿los oís revolotear? zumbam como el aleteo de grandes aves allá arriba, en el aire. ¡ese es el miedo de los hombres desnudos, esa es la huida de los hombres desnudos! los espíritus del aire apagan de un soplo la tormenta, los espíritus del aire lanzan la nieve voladora sobre la tierra".
crença esquimó

Wednesday, June 18, 2008

este poema é o que resta destas palavras.

Tuesday, June 17, 2008

Saturday, June 14, 2008

não seria sem espanto, tudo o que preciso é nada mais. não sem estímulos, viajando pelo fora que é dentro, de olhos abertos. os pensamentos batem nas paredes da mente, sentindo sentidos, à espera da minha ausência, como se tudo fosse.
as mãos se encontraram, já não se sabe qual delas toca a outra. sinapses, sinapses. abscôndito despreendido, inefável sem lugar. uma mentira apenas para dizer a verdade. ando, logo tropeço. outro passo. mais um.
ele, o diabo, se apresenta em detalhes. ela, a paisagem, não tem começo nem fim, nem cheio nem oco. face de todas as faces. aqui na terra, sou a tua sombra, sem intervalos sob o céu que se ultrapassa.

deste corpo não sairei.

Monday, June 09, 2008

ricardo soler

aqui o link de um comercial que gravei.

Saturday, June 07, 2008

um pássaro?

Friday, June 06, 2008

Composición en Movimiento – Taller de Improvisación

El escenario es un espacio vacío, sin significados. La danza es el arte del movimiento, dibujando el tiempo y el espacio. En este taller estaremos atentos al aquí y ahora, e improvisaremos con lo que tenemos de mas esencial: el cuerpo de cada uno.
Esta investigación se concentrará en bases físicas de la imaginación. A partir de los sentidos fundamentales de la percepción del cuerpo, exploraremos la danza. Entre gestos y asociaciones libres, construcciones de presencia en tiempo real e movimientos paradoxales, nos dejaremos llevar y observaremos nuestra atención.
Abiertos a diversos modos de composición, cuestionaremos la creación escénica a través de la construcción de identidades, de percepciones del mundo y de representaciones de la realidad y de la ficción. Dimensiones poético-políticas tambien serán contempladas, a medida que envolveremos la creación de discursos en espacios compartidos. Cada gesto implicará otro, y así no perderemos de vista los impulsos y las tomadas de decisión.
Estas serán algunas de las preocupaciones que nos acompañarán. Juntos buscaremos preguntas de las que quizás no encontraremos respuestas, y no olvidaremos de divertirnos.
Actuando en el presente, daremos voz a nuestras imaginaciones.

Taller destinado a actores, bailarines, performers, músicos y demás interesados en danza, teatro e improvisación.

Espacio La Danseria
de 9 hasta el 13 de junio
de las 10h hasta las 13h

Wednesday, May 21, 2008


art is dead, long live to art.

Friday, May 16, 2008

holly shit

Merda! atiremos ela ao ar sem medo dela cair. salve a Merda!
que ela voe, vire nuvem de longo alcance, até atingir a nossa cara.
que nossos rostos se desfigurem, abrindo e fechando os olhos.
que seja nossa a Merda que entre-saindo dos buracos desenterrados do mundo. viva viva! um estalar de ossos e somos o que somos, Merda pura.
delicias e venturas respingadas como tal. uma cagada imensa, um grito de sol: Merda! devolvendo nossos mistérios inteiros diante de nós.

Monday, May 12, 2008

freaks!


uma mulher com três braços, top-models de uma perna só, modelos sem mamilos, dedos implantados nos cabelos, perspectivas muito pouco prováveis e dentes, muitos dentes. nao, nao se trata de nenhum pesadelo nem de uma representaçao expressionista, cubista ou surrelista. estes sao os corpos de hoje, em retratos da mais realista satisfaçao, do erótico transformado em grotesco. picasso já era. nada como monstros saudáveis e sorridentes, ao lado deles eu, você ou qualquer outro frankenstein é refresco. peça já um colírio photoshop, a sua dose de psicodelia pura!
photoshopdisasters.blogspot.com

Friday, May 09, 2008

amanha

Resíduo
solo de Joao Costa Lima
Mostra Xupitos de Dansa
Sábado 10 mayo às 20h30
La Danseria
c/ st Julià, 24. Vilafranca del Penedès

egyptian reggae

"(...)me custou muito tempo
entender que tanto não devia algo secreto
mais tempo ainda me custou
entender o tanto que não dizia respeito(...)"
organismo

Sunday, May 04, 2008




fólio li wei

Friday, May 02, 2008

era um bicho saltitante. o encontro foi casual, silencioso, e assim nos tornamos íntimos. intimamente estranhos. como sempre. ele nao teme aos enganos e os desastres vive à sua maneira, acidentalmente. nao saberia dizer o seu nome, nem teria a menor vontade de inventar um: ele nao passa de um perfeito anônimo. um oficial nada. inteiramente desintegrado, sem custo nem benefício. mais vulnerável impossível. ali, aberto, ele respira. nem pó nem fumaça. naquela via, um passo dado. bicho que era, nao tinha caráter, era só princípio, nao tinha nada. uma fronteira móvel, para espanto da geografia, uma fronteira em espiral. bicho só, apenas. bastante para si e assim quase. nenhuma terra para pisar, nenhum caminho para errar. ele se move ilimitadamente. puro desmantelo. sua voz é o verbo, num presente próprio de futuro. infinitivo. condicionalmente incondicional. oculto. bicho nao é absoluto, bicho contínuo é bicho, até que o SE exista. nenhum impasse o pode parar. saltando entre a semelhança e a descoberta, mostra os dentes e anda nú. em pele. felicidade e tristeza sao nuvens, bicho tem o céu aberto e o horizonte tao distante quanto próximo.

Friday, April 25, 2008

anúncio solene

DECLARO QUE TAMBÉM NÃO VOU ESTAR PRESENTE NA CERIMÔNIA DE ABERTURA DOS JOGOS OLÍMPICOS DE PEQUIM.

Thursday, April 24, 2008



Thursday, April 17, 2008

infinita veneración infinita lástima

do avesso pro inverso e assim sucessivamente.
tocando com os dedos e mordendo com a boca.

palavras palavras palavras palavras palavras palavras palavras palavras palavras palavras palavras palavras palavras palavras palavras palavras palavras palavras palavras palavras palavras palavras palavras palavras palavras palavras palavras palavras palavras palavras palavras

inexistentes. imorais. invi s í v e i s.

puro-vira-lata-puro. fósforo aceso, reinvento e desassossego desatado.

nada contra, muito pelo contrário. assim e de novo sem se repetir. designificância significante. entre o fato e a ficçao. vivendo a realidade em fantasia. à saída da idade da inocência, à espera de uma força de expressao. sobre o amor. um despertar silencioso em morte de dogmas. abandono de tônus. água em copo de vidro. um pouco de horizonte e permissao de jogo. prazer, êxtase nosso de cada dia. todo organismo quer orgasmo. olhando nos olhos dos olhos.

a vida escoa serenamente.

Thursday, April 03, 2008

MODA (women's casual clothing)


burka-camuflagem!

Monday, January 14, 2008

Andy Kaufman performs Mighty Mouse theme

Friday, December 28, 2007

disco dance - lesson 1º

william forsythe
"fazer da arte uma testemunha do irrepresentável"
kant

Thursday, December 27, 2007

you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild

Monday, December 24, 2007

multiply

Fred Astaire

Thursday, December 20, 2007

Ah! faz amor. como podemos ver Ah! faz muito amor. Ah! acredita que fazendo amor ele sabe. Ah! conhece através do amor. ele diz: para tocar no conhecimento é preciso fazer amor. fazer amor é a chave do conhecimento. aquele que nao trepa nao conhece nada. aquele que nao devora nao conhece nada. aquele que nao come regularmente o corpo dos outros nao conhece nada. disse Ah! Ah! disse: é preciso descer e comer o outro regularmente. é preciso devorar os dedos do pé do outro. é preciso devorar seus joelhos. é preciso comer o seu sexo. seus seios. sua boca. seu cù. é preciso devorar seu ventre. tudo que se pode alcançar com a boca é preciso ter, é nosso. é preciso lamber chupar lamber e chupar de novo, entao disse Ah! em seguida o céu se abre e o que devemos conhecer nòs conhecemos. Ah! disse: isto nao està nos livros. isto nao é o livro, é verdade. é no ventre da minha amada no ventre do meu amado na sua boca e sua boceta seu cù e seu pau que se chega là onde eu conheço.

toute la vie § pascal rambert
traduzido por mim

Saturday, December 15, 2007